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28.JAN

Ações da Vale chegam a perder quase 20% e puxam queda da Bovespa

O principal indicador da bolsa brasileira, a B3, opera em forte queda nesta segunda-feira (28), puxada pelas ações da Vale. O mercado reage na primeira sessão após o rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho (MG) na sexta-feira (25), quando a bolsa não operou em razão do feriado de São Paulo.
Às 11h50, o Ibovespa recuava 2,23%, aos 95.446 pontos. Veja mais cotações.
As ações da Vale caíam em torno de 18% no mesmo horário, após entrarem em leilão no início da sessão. Na abertura dos negócios, os papéis recuaram 19,86%. Na mínima do dia até o momento, perderam 19,98%, segundo o Valor Pro. Com a queda, a Vale perdeu mais de R$ 45 bilhões em valor de mercado em comparação com o fechamento dos negócios na última quinta-feira, segundo dados da provedora de informações financeiras Economática.
A mineradora tem peso de 11,39% na composição do Ibovespa. As ações do Bradespar, acionista da Vale, cediam quase 20%, perto do mesmo horário.
Petrobras recuava em torno de 0,30%, enquanto Itaú Unibanco e Bradesco também operavam em leve queda.
Nesta manhã, os papéis da Vale chegaram a recuar 16% no pré-mercado (negociações antes da abertura do pregão) da bolsa de Nova York (ADRs).
A empresa anunciou nesta segunda (28) que seu conselho de administração decidiu suspender o pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio (remuneração aos acionistas) e de remuneração variável (bônus).
Três decisões judiciais já bloquearam R$ 11 bilhões em recursos da companhia, em razão do rompimento da barragem. Além disso, a Vale recebeu duas multas. Uma, de R$ 250 milhões, aplicada pelo Ibama e outra, de R$ 99 milhões, pelo governo do estado.
A agência de risco S&P colocou a nota de crédito da Vale e de suas subsidiárias em observação para rebaixamento na noite de sexta-feira (25), citando as implicações negativas do desastre. A agência declarou que pode cortar a nota em vários níveis, a depender de multas e da possível perda da licença de operação na área afetada.

Fonte: G1 Economia

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