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09.JAN

Taxa cobrada de investidores do Tesouro Direto reduziu 0,05%

Taxa cobrada de investidores do Tesouro Direto reduziu 0,05%

No dia 01 de janeiro a taxa caiu de 0,30% para 0,25% ao ano, economia relevante para aplicadores de longo prazo.
A taxa de custódia do Tesouro Direto, cobrada pela bolsa de valores B3, passou de 0,3% para 0,25% no início do mês. A mudança foi anunciada no fim de dezembro, pelo secretário-substituto do Tesouro Nacional, Otávio Ladeira.
A taxa de custódia é paga pelos investidores à bolsa de valores para o armazenamento dos títulos públicos. Criado em 2002, o Tesouro Direto permite que pessoas físicas comprem títulos públicos pela ‘internet’.
De acordo com dados oficiais, o saldo total (estoque) de títulos em mercado alcançou o montante de R$ 53,2 bilhões no mês passado, uma alta de 1,54% em relação a setembro (R$ 52,3 bilhões).
Em novembro, informou o secretário-executivo, foi registrado um recorde de pessoas que aplicaram até R$ 1 mil  o que representa 64% dos aplicadores.
Em novembro, a venda de títulos públicos pelo Tesouro Direto superou os resgates em R$ 476 milhões, sexto mês consecutivo em que houve mais gente comprando do que resgatando os papéis públicos. No mês passado, os investimentos somaram R$ 1,744 bilhão, e os resgates, R$ 1,268 bilhão.
Segundo Otávio Ladeira, com a redução da taxa de custódia da B3, o Tesouro Direto ficará mais competitivo se comparado com outras aplicações disponíveis no mercado, como os fundos de renda fixa oferecidos pelas instituições financeiras. O dirigente do Tesouro Nacional observou que a taxa de administração dos bancos nesses fundos é de cerca de 2% para pequenos poupadores.
"Esse percentual [redução de 0,3% para 0,25%], embora aparentemente pequeno, representa R$ 26 milhões a mais no bolso do investidor do Tesouro Direto", ressaltou Ladeira, referindo-se ao fato de que o volume total de recursos aplicados pelos investidores somou R$ 53,2 bilhões no mês passado.
Na avaliação de Ladeira, 2018 foi um ano "bastante positivo" para os investidores. Ele destacou que os maiores bancos do país também zeraram a taxa de administração, que antes oscilava em torno de 0,5%.
O secretário-substituto do Tesouro Nacional disse que a taxa de custódia cobrada pela B3 poderia cair ainda mais, porém, parte dos recursos arrecadados com essa taxa é direcionada para ações de educação financeira.
"Poderia reduzir mais, mas perderia esse braço importante que é a agenda de educação financeira. Está na nossa agenda [reduzir ainda mais no futuro]. Nós vai ajustando para baixo sem comprometer. Tem alguns caminhos interessantes a trilhar no futuro", afirmou Otávio Ladeira.

Fonte: https://glo.bo/2RGhOmH

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